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Otto Maria Carpeaux
Nasceu em Viena (Áustria), a 9 de março de 1900. Fez os primeiros estudos em Viena, como o curso ginasial, em 8 anos. ingressou na Faculdade de Direito. Não sendo a advocacia a sua vocação, abandonou a escola um ano depois. Estudou Matemática, Física e Química (doutorado) e Filosofia e Letras, doutorando-se em 1925. Em 1930, casou-se com Helena Carpeaux, também vienense. Moço, dedicou-se à literatura e ao jornalismo, em Viena e outras cidades européias. Publicou cinco livros, um na Holanda em 1938, descrevendo o fim da Áustria pela invasão nazista. Em Viena, lutou contra o nazismo, até princípios de 1938, quando fugiu, alcançando Antuérpia. Trabalhou na Gaset Van Antwerpen, o maior jornal belga de língua holandesa. Em fins de 1939, iminente a guerra, veio com a esposa para o Brasil. Refugiaram-se numa fazenda do Paraná, e depois em São Paulo, passando dificuldades. Sozinho aprendeu a língua portuguesa, escrevendo corretamente. Tinha então 40 anos. Tentou o jornalismo nacional, não o conseguindo. Lendo artigo de crítica de Álvaro Lins, sobre Eça de Queirós, escreveu-lhe uma carta. A resposta foi o convite para fazer um artigo literário para o Correio da Manhã, do Rio de Janeiro (GB). Escreveu um sobre Kafka, logo publicado regular do Correio (escrevia em francês, sendo os artigos traduzidos). Transferiu-se para o Rio de Janeiro (GB) e, a partir de 1942, publicou trabalhos em português. Divulgou autores estrangeiros, sobretudo europeus, desconhecidos e outros órgãos dos Diários Associados. De 1942 a 1944, foi diretor da Biblioteca da Faculdade Nacional de Filosofia. Em princípios de 1942, naturalizou-se brasileiro. No mesmo ano, publicou o primeiro livro, A Cinza do purgatório, ensaios. Ambientado em nosso meio, aprofundou-se no estudo da literatura brasileira, escrevendo sobre autores nacionais. De 1944 a 1949, foi diretor da Biblioteca da Fundação Getúlio Vargas. Publicou Pequena bibliografia crítica da literatura brasileira, arrolando 170 autores, por ordem cronológica e agrupados em função de correntes, desde a literatura colonial aos dias atuais. Em 1950, tornou-se redator-editorialista do Correio da Manhã. Sua produção literária é intensa, tendo várias obras publicadas. Seu maior trabalho é a História da literatura ocidental, em 7 volumes, constituindo-se a mais importante, no gênero, em língua portuguesa. Faleceu, no Rio de Janeiro, a 3 de fevereiro de 1978. |